Toda vaga de startup parece escrita pela mesma pessoa: apaixonado por desafios, mão na massa, senso de dono, ambiente dinâmico. O candidato termina sem saber o que vai fazer na terça-feira.
Conte o trabalho real
Explique missão da função, problemas, time, autonomia, stack quando relevante e critérios de sucesso. Diga o que ainda está bagunçado. A pessoa precisa escolher a empresa que existe, não o trailer. Se há plantão, viagem, presencialidade, idioma ou pressão de fase, seja claro. Transparência reduz contratação errada e ressentimento.
Separe requisito de preferência
Listas gigantes excluem gente boa e mascaram prioridades. O que é indispensável no primeiro dia? O que pode ser aprendido?
Dê faixa e contexto quando puder
Compensação não deveria ser um jogo de adivinhação. Mesmo quando há flexibilidade, contexto ajuda expectativa. Employer branding não é tornar tudo bonito. É tornar a realidade compreensível o bastante para a pessoa certa querer entrar mesmo assim.