A vaga custa R$ 12 mil por mês. Ou melhor: o salário é R$ 12 mil. A contratação custa outra coisa. Headcount tem uma habilidade interessante de entrar na planilha sozinho e chegar na empresa acompanhado de uma pequena comitiva financeira.
O salário é a placa, não a conta
Dependendo do regime, existem encargos, benefícios, férias, bônus, equipamentos, licenças, espaço, recrutamento, onboarding e tempo de gestão. Mesmo em contratação como prestador, há ferramentas, risco, coordenação e eventual ociosidade. O número exato varia, mas a regra é simples: planejar só pelo salário costuma subestimar bastante o compromisso.
Existe também o custo de ramp-up. A pessoa chega hoje e raramente produz 100% amanhã. Durante semanas ou meses, alguém do time ensina, revisa e responde. Isso é investimento legítimo, mas precisa entrar na cabeça de quem está aprovando a vaga.
Contratação é despesa recorrente com inércia
Campanha ruim você pode desligar. Contratação exige tempo e humanidade para desfazer. Por isso headcount deve ser aprovado olhando runway e cenário, não só o orçamento do mês corrente. A pergunta não é “conseguimos pagar essa pessoa agora?”. É “conseguimos sustentar essa estrutura se receita atrasar três meses?”.
Às vezes a vaga é exatamente o que destrava crescimento. Ótimo. Nesse caso, explicite a tese: qual gargalo resolve, qual resultado esperamos e em quanto tempo saberemos se funcionou. Isso evita transformar equipe em coleção de boas intenções.
A vaga de R$ 12 mil pode valer muito mais do que R$ 25 mil. Só não finja que custa doze enquanto toma a decisão.