No começo, a resposta é fácil: claro que programa. Se existem três pessoas e uma delas tem CTO no LinkedIn, isso não invoca magicamente uma equipe. O problema é que o cargo muda antes do hábito.
O trabalho migra de código para sistema de engenharia
À medida que o time cresce, o CTO passa a decidir arquitetura, contratar, criar padrões, desenvolver líderes, conversar com produto, responder segurança e explicar tecnologia para negócio. Se continuar pegando todas as tarefas mais difíceis, o restante da equipe nunca ganha musculatura. Programar ainda pode ser útil em protótipos, spikes, incidentes e áreas críticas. A pergunta não é se toca no código. É se a empresa depende disso para funcionar.
Sinais de que virou gargalo
PR importante espera sua revisão. Decisão pequena sobe para você. Ninguém consegue mexer em uma parte do sistema sem pedir contexto. Você fecha sprint fazendo tarefas críticas porque “era mais rápido eu mesmo”. É mais rápido hoje e mais lento para sempre.
Não terceirize julgamento
Sair do código não significa sair da técnica. CTO que para de entender o sistema vira tradutor de status. Mantenha contato suficiente para avaliar risco, custo e direção. Só não confunda proximidade com posse. O bom CTO deixa de ser herói sem deixar de ser engenheiro. A maior entrega passa a ser um time que consegue entregar sem precisar esperar o chefe abrir o notebook.