Backup costuma ser uma daquelas tarefas marcadas como resolvidas porque existe um job verde rodando de madrugada. Ele copia alguma coisa para algum lugar e pronto: segurança emocional. Até o dia em que alguém precisa restaurar.
Defina o que você está tentando proteger
Banco transacional, arquivos de cliente, configuração, secrets, código e logs têm necessidades diferentes. Para cada conjunto importante, pergunte quanto dado você aceita perder e quanto tempo pode ficar fora. Esses dois números orientam frequência, retenção e arquitetura. RPO e RTO parecem siglas de consultoria, mas são perguntas simples: até onde podemos voltar e quanto tempo temos para voltar? Se ninguém respondeu, o backup está operando sem objetivo.
Separe cópia de falha
Backup no mesmo ambiente, com a mesma credencial e a mesma conta administrativa pode desaparecer junto com o original. Isolamento lógico ou físico importa. Proteção contra exclusão acidental também.
Restaure de verdade
Faça testes periódicos em ambiente controlado. Meça o tempo. Documente passos. Descubra dependências esquecidas. Melhor aprender numa terça-feira tranquila que o dump não inclui uma tabela do que às três da manhã com cliente parado. Backup não é arquivo. É capacidade de recuperação. Se a empresa não consegue provar que volta, ela tem cópias. Talvez.